Dolce Farmeme: A Retórica da Brincadeira Política
Artigo

Dolce Farmeme: A Retórica da Brincadeira Política

Como a brincadeira política pode ser lida como estratégia retórica em defesa de posições reacionárias do campo conservador.

  • Data: 2023
  • Autoria: Viktor Chagas
  • Tipo: Artigo Original

Este artigo se propõe a discutir como a brincadeira política pode ser lida como uma estratégia retórica, apresentada em defesa de posições reacionárias expressadas publicamente por atores políticos do campo conservador. O texto divide-se em três momentos: no primeiro deles, relativiza-se a posição de alguns autores, segundo a qual a brincadeira seria um repertório tipicamente empreendido por grupos reprimidos. A seguir, recupera-se o debate do campo de estudos críticos do humor, a respeito de piadas racistas e misóginas. Por fim, propõe-se a brincadeira como uma tese adicional às retóricas da intransigência, conforme formuladas por Hirschman.

Créditos

Autor: Viktor Chagas

Como citar este estudo

1
CHAGAS, V. Dolce Farmeme: a retórica da brincadeira política. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 38, n. 111, e3811008, 2023.
DOI 10.1590/3811008/2023